segunda-feira, 21 de novembro de 2016

domingo, 20 de novembro de 2016

domingo, 6 de novembro de 2016



Olhar pro céu
E curtir o azul
O pôr do sol
Ou mesmo um dia nublado
e depois puxar assunto sobre o clima
desembaraçando as nuvens e a conversa
Esperar a noite chegar
Com ansiedade para não perder
O espetáculo da lua cheia...
Ouvir músicas tatuadas
Nas nossas histórias
Pegar um cineminha
Um teatro
Ou um ir a um terreiro
Benzer a alma para a vida que segue
Tomar sorvete
Dar gargalhadas
sobre qualquer bobagem
enroscar as pernas sob os lençóis
não querendo ver o tempo passar
sentir aquele calor e aquele cheiro únicos
andar sem roupa pela casa
revivendo tribos atávicas
e jamais descobertas
depois, falar um poema ao ouvido
e adormecer
como quem sente a presença dos anjos
e sua proteção
nos caminhos abertos pelas madrugadas.

Adeilton Lima

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Guarda silêncio, formosa flor
guarda silêncio...
Se o sol, a grande luz
perceber que choras
ficará escuro...
Guarda silêncio, formosa flor
guarda silêncio... 
Adeilton Lima

A partir de texto pré-colombiano anônimo.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O horóscopo,
o final feliz da novela
e a vida blasé
O príncipe que nunca vinha
como na TV
o vestido ainda no cabide
e o sapato de cinderela
perdido no labirinto
as cartas, os búzios
nenhuma resposta
apenas a realidade
costurando os dias
como um vodu
na flacidez
das sombras
e dos sonhos
fagulhas agora despidas
entre os dedos trêmulos,
úmidos de desejo...


Adeilton Lima
Injetou
lentamente
o poema na veia...
Overdose.
Na gaveta restavam ainda
algumas contas a pagar.