terça-feira, 19 de julho de 2016

Um fim de tarde
risca no céu
alguma poesia
repleta de azul
o arfar das folhas
caleidoscópicas
que giram à guisa de nuvens
num carrossel sonolento
a conduzir a noite
sobre o cerrado cinza
e seco deste mês de julho
O arrebol na alma
como uma caliandra
que anuncia a gravidez
das cachoeiras
sob os lençóis ainda úmidos
e aquecidos das nascentes.


Adeilton Lima
A paixão
é um círculo do inferno
onde não se deve
ir sozinho

Adeilton Lima