quarta-feira, 1 de julho de 2015

E eu que já carregava tantas tralhas nas costas, tantos sonhos mumificados, inúmeras bifurcações dentro do próprio peito... Porém, cada pegada na estrada é uma semente que o vento sopra e espalha, e a sombra a me seguir é a minha própria alma travestida de desejos, sem abandonos, constantemente a me dizer, siga e livre-se das tralhas! Adiante encontrarás velhos e novos companheiros de jornada banhados pelo suor das labutas de tantos sóis. A colheita dos sorrisos e dos afetos na ciranda das amizades. A meditação e o mergulho interior seguro para a experiência tão somente do dia seguinte como quem inventasse o agora e multiplicasse eternidades.

Adeilton Lima

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