terça-feira, 23 de junho de 2015

Não invento palavras, a poesia é o alfabeto que aprendi com os deuses, ainda na infância, enquanto conversava e brincava com fantoches desbotados, uma árvore parideira de sonhos e com os meus queridos amigos imaginários, sim, eles, os deuses.

Adeilton Lima
Era um dia qualquer para se viver ou para morrer... Posicionou-se na beira do precipício e lançou-se, sem medo! Mergulhou para dentro do próprio abismo sem paraquedas ou salva-vidas e renasceu! Já não caía, mas levitava! Já não era mais um corpo à deriva cercado por tubarões. Era a própria bússola de sua alma a conduzir a vida para outras nascentes e novas manhãs.

Adeilton Lima

domingo, 21 de junho de 2015

O segredo de Sísifo era apenas ficar mais perto da lua a cada subida na montanha, e para isso valia qualquer sacrifício, como carregar uma imensa pedra nas costas, rolá-la montanha abaixo e tornar a subir com a mesma, à sua maneira refazendo os ciclos. E assim, à guisa de cumprir uma condenação, ele superava o sofrimento e enganava os deuses.

Adeilton Lima

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Aguardo as noites de lua cheia apenas para admirar a tua luz. Sou náufrago na madrugada quase tocando as estrelas. Teu sorriso largo é o barco da aurora que me resgata na companhia dos pássaros que agora celebram o sol e a terra firme! A água na tua pele e eu nas tuas águas.

Adeilton Lima