terça-feira, 22 de abril de 2014

Foi quando encontrei um oásis em mim mesmo que consegui abandonar o deserto! 

Adeilton Lima
A ansiedade é um veneno que acompanha a expectativa...

Adeilton Lima
Agora tudo é dado ao tempo, senhor da vida e dos sonhos. É dado também ao fogo, mensageiro das transformações. Se algo foi plantado, quiçá um dia germine no coração das sementes e se revele como mensagens há milênios deixadas no interior de uma garrafa. Mas sem naufrágios, pois o que importa é navegar sem esperar qualquer porto, se possível, na companhia dos pássaros. As correntes não nos prendem; aqui, ao contrário, nos libertam. Leveza no caminhar e humildade diante do que não nos é possível compreender. Assim São aqueles mesmos pássaros no aprendizado do voo entre os mistérios do céu e a grandeza do oceano.

Adeilton Lima

quarta-feira, 16 de abril de 2014

a lua explodia
por trás
de uma montanha de nuvens
tal qual um vulcão
em êxtase...


Adeilton Lima

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O Lírio e a Ametista

Certa vez, em algum lugar do universo, um lírio se apaixonou por uma ametista... Amor daqueles à primeira vista, amor daqueles inexplicáveis, fortes e profundos, mas não um amor impossível. Talvez em algum momento da existência o lírio já tivesse sido uma gema preciosa, uma ametista; talvez, da mesma forma, a linda pedra preciosa já tivesse sido um Lírio... A flor e seu delicado perfume, o minério e a beleza de sua cor. Reinos diferentes, porém unidos por um único sentimento, o amor. O perfume que encantava a cor, a cor que embriagava o perfume...
Todas as manhãs, quando o sol nascia, ao se refletir na pele da pedra lilás seus raios atingiam o lírio, que gentilmente devolvia o carinho num sopro de vento. E quando a saudade batia mais forte, da mesma forma o lírio assim o fazia. Ao receber um raio de sol, logo o transmitia pelo ar transformado em perfume à ametista que assim transpirava o lilás.
Um dia, no entanto, veio o mar e tudo cobriu. O lírio desesperou-se e a ametista quase enlouqueceu. Perderam-se um do outro e nem o vento nem o sol, eternos companheiros, conseguiam encontrá-los.
Mas o que parece impossível às vezes apenas repousa temporariamente no silêncio para voltar a germinar novamente.
No meio do imenso oceano nasceu uma árvore que ficou gigantesca, cujas raízes espalhavam-se pela terra e pelos mares da mesma forma como seus galhos tocavam os céus e as estrelas.
E para a surpresa do sol e alegria do vento, numa bela manhã, no sopro dos primeiros raios, o lírio e a ametista repousavam juntos num ninho de flores e pedras preciosas na copa da grande árvore. Os Deuses a chamam de a árvore da vida. O lírio e a ametista são revelações de um de seus nascimentos através dos tempos e a prova de que o amor sempre se renova no coração do universo.

Adeilton Lima