terça-feira, 8 de outubro de 2013

A existência da borboleta é em ziguezague.
A existência do cão é em diagonal.
A existência do beija-flor é a leveza.
A existência da cobra é o veneno.
A existência do tigre é o ímpeto.
A existência da rã é o salto.
A existência do vaga-lume é a escuridão.
A existência do cavalo é a força.
A existência do pássaro é o horizonte.
A existência do caramujo é a espiral.

A existência do ator é o palco.
A existência do poeta é o verso.
A existência do poema é a alma.
A existência da lua é o sol.
A existência de Deus é o homem.
A existência do homem é a criança.
A existência do tempo é o agora!


Adeilton Lima
Quando caminhamos
nas nuvens
todo o chão é céu...

Adeilton Lima
O Coração 
é a mandala
da alma!

Adeilton Lima
O vento lambendo a chuva, 
a chuva engolindo o vento...
As tetas duras das nuvens
E o suor nos poros do tempo!


Adeilton Lima
A fagulha
É o parto
do clarão.


Adeilton Lima
A chuva
açoita
o dorso
da madrugada...


Adeilton Lima
Deixa que o trapézio da noite te embale sobre os sonhos aparentemente impossíveis, nada de quedas. Aceita sem culpa a cara de porre da madrugada, ela é quem dá à luz os horizontes ora tranquilos, ora tempestuosos da escuridão! Descansa, os pássaros neste momento também adormecem para fortalecer os próximos voos.



Adeilton Lima
O fogo
é o falo
da vela.

Adeilton Lima

terça-feira, 16 de julho de 2013

A lua me espreita tal qual uma sereia, hidra ou medusa disfarçada de princesa. E eu não resisto a esse corpo noturno de puta a acenar para mim com suas tetas, bocas e línguas deliciosamente prontas e languidamente desejosas de conhecer todos os meus poros e a beber todos os meus líquidos.

Adeilton Lima

quinta-feira, 27 de junho de 2013

quarta-feira, 26 de junho de 2013

E se não der
pra juntar
todos os seus cacos
Mergulhe de vez
Na loucura desse caos!

Adeilton Lima

terça-feira, 25 de junho de 2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Frankenstein

Aquietar o coração,
recolher as sobras dos sonhos
e construir novo corpo
tão oblíquo e errante
quanto o outro.
Mas sem destroços...
Adeilton Lima

segunda-feira, 18 de março de 2013

O sol afia a lâmina
Pra cortar o bucho do dia.
Na mira do meu olho, agora
O encarnado da hora,
Nesse mar de sertão.
O batismo do fogo
Numa ponta de espinho
Sangrando a caatinga
Mas ampliando a visão!

Adeilton lima

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Sentença

O drible das palavras
Diante do copo cheio
E da tarde avermelhada!
Uma flecha apontada
Para o peito...
A carne já sangrando
E a boca escancarada!
Cupido, eis a tua sentença:
Culpado!

Adeilton Lima

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Faço poesia na rede todos os dias para a vida não ficar embaixo da cama!

Adeilton Lima

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A chuva torrencial é apenas um exercício mais ousado do atirador de facas lá do alto do trapézio.

Adeilton Lima

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

E de repente as águas se transformam em meteoros... Riscando o céu, as pedras, os olhos e a alma! 

Adeilton Lima

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Que a poesia bata à tua porta na calada da noite ou na boca escancarada do dia! Que tudo seja uma doce e agradável surpresa, desejos insaciáveis e overdoses de delírios. Leia nas entrelinhas do céu, nas formas das nuvens e na nudez eternamente sedutora da lua! Tudo é sol brilhando na escuridão!

Adeilton Lima