quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O poema é o arco e o verso é a flecha! O caminho é o alvo! Evoé!

Adeilton Lima

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A madrugada me enlaça com a barra de seu vestido escuro, sob o tecido minhas mãos tateiam acariciando estrelas pontiagudas...

Adeilton lima

domingo, 25 de novembro de 2012

Não menospreze um graveto... Ele traz em si a história, a força e a alma das árvores!

Adeilton Lima
Procura-se um poema... Estava aqui ainda há pouco na ponta do lápis, da tecla, da língua... Suspeita-se de algum encanto pois seu verso sempre foi livre, sem motivos para fugas... No entanto, quem por ventura o encontrar, por favor, busque sua alma para além das aparências assimétricas e oblíquas. Ele escreve certo nas cordas bambas da vida e também encara um trapézio sem redes de proteção, isso quando não resolve brincar com o fogo... E não precisa explicar-lhe o caminho de volta, poemas não voltam, apenas indicar-lhe outros rumos, ares, mares, corações, destinos! Obrigado!

Adeilton Lima

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Depois da chuva
A lua!
A espada do santo
Reluz estrelas...

Adeilton Lima

Água-Viva

Água-viva
Cai do céu
O mundo ferve!

Adeilton Lima

Em verdade vos digo que águas-vivas cairão dos céus alimentando o calor dos corpos com o fogo da libido de todos os infernos!

Adeilton Lima

domingo, 18 de novembro de 2012

Amores impossíveis? Sempre que o golfinho saltava era na esperança de encontrar o beija-flor.

Adeilton Lima
E transformava a vertigem em asas diante do abismo. Assim nascia o pássaro...

Adeilton lima

sábado, 17 de novembro de 2012

O Lagarto




O rabo do lagarto deslizava sobre a pele do rosto. A ponta do rabo 
perfurando o olho cru do dia como uma ressaca. Uma ruga enviesada a caminho 
dos lábios dos quais um leve odor de dias passados saía aos poucos represado 
pelos dentes. Das narinas, algo gelatinoso escorria como lavas de um vulcão 
a ponto de explodir. Restos de pó e tabaco, um negrume de vida a cada 
tentativa de entender as invasões do ar. A boca aberta esperando noites e 
orgias, cavalos alados e mulheres nuas. Uma dose para além desse momento, 
para além desse quarto cujas paredes vigiam as frestas do mundo lá fora. Na 
testa, uma gota sonâmbula de suor espreitando as pálpebras agora 
arregaladas. Arregaladas, sim, pela visão terrível do lagarto. Um parto 
medonho com um choro surdo, uma banda talvez lá fora tocasse alguma coisa, 
rumores de uma marcha fúnebre anunciando a sua partida. Os nós dos dedos, os 
pulsos fechados, a contração sem fim. Não nasceria aquela noite sem 
experimentar a crueldade do dia, do dia algoz e impiedoso, com seus veículos 
barulhentos, com a sua luz medonha a trucidar a retina como uma britadeira 
perfurando o crânio cego e frio da pedra.

Adeilton Lima