quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Cheia


As águas desciam dos olhos da noite
Sobre o solo ainda ressecado
da última estação
Asas encharcadas aguardavam em repouso
Quase como um felino
A saltar sobre o tempo
Agarrando-se e penetrando
voraz em sua garganta
Um trovejo, um grito talvez
A vida parindo a si mesma
Numa enxurrada
Enlouquecendo a escuridão!

Adeilton Lima

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