terça-feira, 29 de maio de 2012

A lágrima escorria por entre as rugas como um rio transbordando pelas crateras do tempo.


Adeilton Lima

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sem Nome

Tropeçar num poema e
Chamar de paralelepípedo
O concreto do dia
Já nas ruas 
A sombra dos bois
Que buzinam ferozes
Ao chamado da arena
A palavra que de súbito
Alivia tua queda
Sobre o firmamento do verso
Visualizar o sangue dos semáforos
Suando fumaça, cuspindo a pressa
A presa encurralada na esquina
Laçada e currada diante de todos
A vida que segue sem perdão
Nem misericórdia
Na espreita das sombras
Já no teu encalço

Ruminando... Ruminando...

Adeilton Lima

sábado, 5 de maio de 2012

Puta Nossa!


Puta nossa que estás nos céus
(ou nos infernos)
Santificado e profano seja o teu nome
Assim como o teu ser, glória e luz
Donzela, guerreira, moça e santa.
Venha a nós o teu seio, calor e sexo
Mas que só a tua vontade prevaleça
Sobre teu corpo, carne e útero...
O pão nosso por ti seja abençoado
Oh divina mãe do universo,
E que as sementes do bem
Por ti sejam amamentadas,
Frutificando amor, respeito e amizade.
Que a tentação seja sempre uma descoberta
Onde não haja exclusão, discriminação
E muito menos a falta de liberdade!
Que haja sempre a paz, equilíbrio e harmonia!
Oh grande mãe que habita todos os seres,
No berço da existência ouçamos a tua voz e o teu canto
Para que façamos sempre por merecer
O teu poder, proteção, amor e generosidade
Transformados em água, ar, terra e fogo
A cada ciclo que se renova!
Amém!

Adeilton Lima