quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011



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Aqui
No quando
Da poesia
É sob a pele
Que ela me espreita
E dentro ali
Da cratera do poro
Tudo começa a queimar
Desde aquele uivo lá fora
Em ereções lunares
Aos sonolentos
Passos do lobo
Depois da mutação...
Aqui
Nesse quando insaciável
É que bebo minhas noites
E ejaculo alguns versos
Na boca vermelha da manhã.

Adeilton Lima



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Barco


O Barco

Alto mar
O tempo assobiando correntes
Águas batizando novos caminhos
Para o meu corpo que flutua
Dançando uma valsa à luz de uma vela
Com uma taça de vinho na mão.
Mas nada de tempestades
Horizontes há...
No mar ou no deserto (dentro ou fora da taça).
Porém, tudo é deserto e mar!
Navegar! Eis o verbo! 

Reverbero!
Ecos de mim...
Sou barco! Sou baco!
E o vento, fogo para a minha vela.

Adeilton Lima