terça-feira, 5 de abril de 2011

Poema

Google
Um poema nascendo
É o ápice
De um orgasmo
Do arrepio ao grito
Da letra ao falo
Da vulva aos lábios
Numa manhã de vermelho
Tal qual uma bofetada...
Ou lilás talvez
Como líquido esquecido no fundo da taça
Gotas de saliva e suor
Misturadas, lambuzadas
Riscadas na pele
Marcadas no corpo...
Poros, dedos, unhas, línguas, garras!
Agora um feto no cio...
Ejaculando horizontes!
Gozando!


Adeilton Lima

Nenhum comentário: