sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um Cão Andaluz


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A lâmina perfura o olho!
O cão lambe o líquido
Na cegueira da cratera
Do vulcão...
Agora um grande formigueiro
Na palma da mão aberta
Degolada sobre o gelo.
Luzes que tateiam
Em meio ao que restou dos cílios...
Erupção!

Adeilton Lima

Um comentário:

Nirton Venancio disse...

seu poema é uma outra leitura do roteiro que Buñuel assinaria.