quarta-feira, 24 de março de 2010

Noel

Coloquei aquela velha meia
não no pé
mas na janela
E pedi a Noel
Não uma bicicleta
Mas um samba
Que cantasse esse teu gingado
Essa tua alma e esse teu sorriso.

Noel, que tanto entendes de noites, garoas e chaminés!
Traz pra mim o nome dela gravado numa fita amarela
Lembrando sempre a vida, a vida, a vida!

Na infância, soube que Noel
É um ser encantado que vive no reino da poesia
E que se fizermos um pedido, ele prontamente nos atenderá
Até mesmo na noite de natal...

Que a minha meia vire um balão, Noel!
E nele voarei agora
E a trarei comigo pra brincar, cantar, viver!

Pois o que são os nossos sonhos,
Senão fagulhas de eternidade?

Eu sonho! Sonho com você!

Na minha meia puída de andanças
Ainda cabem tantos sambas, tantos sonhos e muita,
muita poesia!

Meu querido Noel!
Diz pra ela, diz pra ela!

Adeilton Lima

Um comentário:

Marina Gregorutti disse...

Ah, os sonhos... Eles se desgastam, mudam de cara, de cheiro, de voz, de textura, mas o que seria de nós sem eles?

"diz pra ela, diz pra ela!", que lindo isso!