terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Poemas Noturnos

Um poema lambe a noite
Nas frases de uma notícia qualquer
De jornal sobre o rosto do louco
Dormindo na calçada

Palavras desconexas de sonhos
No abajur de letras e estrelas
Vão se formando
Enquanto bêbados cantam
Na outra esquina
Como se vissem
Discos voadores

Sons de copos
Trilham a virada das horas
E sopram cacos para
O dia seguinte

Mas ainda há seios na madrugada.

Os poemas noturnos são
Meteoros riscando a pele
E rasgando a alma...


Adeilton Lima

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