domingo, 26 de abril de 2009

Esmo

Vai a esmo
Sem medo que
Outra
Ponta de destino
Te atropele e
Fure teus ouvidos com a luz
Lentamente...
Caminha
Assim
No meio do redemoinho
Dos acasos
Deixa que agulhas
Acendam tua língua
Ou tatuem tuas palavras
Num tecido qualquer de tempo
Vai a esmo
Sem bússolas
No tato vesgo dessa reta
Sem chegada

Procura
Procura
Procura

Adeilton Lima

Um comentário:

Nirton Venancio disse...

Caro, já nos vimos, já conversamos, e acho até que somos conterrâneos... e há poucos dias minha doce cara metade conversou com você no CCBB, na peça argentina.
Eu não sabia deste seu blog, e descobri fuçando o espaço sideral...
Voltarei mais vezes para mais transes...

Um abraço!

www.nirtonvenancio.blogspot.com
www.olharpanoramico.blogspot.com