quarta-feira, 5 de março de 2008

Declaração dos Direitos do Cidadão e artista Brasiliense (Saudação a Thiago de Mello)

Artigo 1º - Fica decretado nesta data que todo cidadão que vive no Distrito Federal é livre.
Parágrafo único – As pessoas poderão transitar em qualquer horário pelas avenidas, ruas, becos, vielas, bem como a orla do lago, bares e praças públicas.

Artigo 2º - O carnaval será uma manifestação constante nas esquinas de Brasília, representando a alegria, a solidariedade, a confraternização e a paz que haverá de reinar entre todos os seus habitantes. As pessoas poderão sorrir!

Artigo 3° - Todos os artistas serão respeitados no exercício de suas atividades.
Parágrafo único – Nenhum artista, sob qualquer hipótese, reclamará da falta de verbas para a produção de seus trabalhos. Qualquer obra de arte doravante se insere nos mecanismos de defesa de nossa identidade cultural, cidadã e humana. Entenda-se obra de arte como tudo aquilo distante de esquemas midiáticos e mercadológicos.

Artigo 4º - Os malabaristas dos semáforos receberão escola, moradia e cachê para os seus números. Está abolida a esmola como pretenso pagamento para qualquer tipo de atividade artística.

Artigo 5º - A partir desta data, os policiais do BOPE vestirão fardas brancas, abolirão as palavras POSITIVO (no sentido negativo), PORRADA, GÁS e ARMA de seu vocabulário. Será obrigatório o estudo da vida de Gandhi em seus cursos de formação.

Artigo 6º - A ciranda é livre embaixo dos blocos.

Artigo 7º - Serão construídas ciclovias em todo o Distrito Federal.

Artigo 8º - A partir desta data será abolido o “tapinha” nas costas, nos gabinetes ou nas ruas, o riso amarelado e as frias expressões de cumprimentos (inclusive nos elevadores). Os cumprimentos serão verdadeiros.

Artigo 9º - Todo cidadão poderá freqüentar os teatros, cinemas e shows a preços acessíveis.

Artigo 10º - A partir desta data, os artistas “Seu Teodoro”, Athos Bulcão, Wladimir Carvalho, Cassiano Nunes (in memoriam), “Mestre Zezito” (in memoriam) e Ary Pararraios (in memoriam) serão os patronos da cultura local e de toda a arte aqui produzida.

Adeilton Lima

Um comentário:

suélem disse...

Que tal acrescentar no parágrafo 3º que além de verba, haverá oportunidade de trabalho para os artistas, sem que estes tenham que pagar durante meses a "oficina do Professor Fulaninho" pra conseguir uma boquinha na cena da cidade.
Beijão Adeilton!!!