sábado, 26 de janeiro de 2008

O grito

A cárie do berço
À margem do anzol
Lábio preso
Sem palavras
Assim nasce o grito.

Adeilton Lima

Um comentário:

AIRTON disse...

Faz nascer um livro e planta nele a tua história, qual semente fértil, como um registro extraído oriundo de terras devolutas, cuja a tua missão será apenas semear; e ao Grande Arquito, o fazer germinar. Daí sairão espinhos e abrolhos, flores e frutos..., que venham as críticas!
E quem poderá decifrar os enigmas que se sucederão no caminhar dos anos, no compasso lento do tempo que embora pareça dormente, continua acordado e atento como o olhar de Lince. Eis que não dormita o Guada, nem torsquenejará o Leão que à espreita oberserva e prepara o "Gran Momento". Nasce então de um berço caboclo, uma arte multicor, em papel que toma forma cênica e se mistura com o real imaginário (perceptível) daqueles que gritam por sabedoria, e desejam vislumbrar novos horizontes culturais. Existe tanto lixo impregnado em acervos litrários, mas também existem verdadeiros tesouros transcedentes de inspiração sobre-humana, de dimensões incauculáveis. Por que então não subemeter-te ao crivo da inteligência e chancelar um feito que poderá se perpetuar na história? Vamos, é hora de dar à luz!

Airton Lima

Lembra-te: "Ó bendito o que semeia livros e manda (faz) o povo pensar. O livro caindo n'alma é germe que faz a palma, é chuva que faz o mar"