terça-feira, 20 de novembro de 2018

Cuidar do corpo, da saúde e da alma... Recolher-se... Fazer as alquimias necessárias para encarar as tempestades. Alimentar a poesia diária da liberdade, sábio pássaro do coração. Buscar as trocas nos sorrisos solidários das manhãs, encarar a dor com firmeza e desafiar a cada momento o medo com a leveza pacífica dos grandes gestos. Estar só quando necessário, mas voltar às tribos para se fortalecer, ouvir o vento, ouvir a água, pisar descalço a terra e saudar o fogo das transformações. Agradecer à existência saudando o sol e jamais ter dúvida de estar no caminho certo como quem passeia pela via láctea na companhia fraterna das estrelas. 

Adeilton Lima

terça-feira, 20 de março de 2018

Lâmina

A lâmina líquida do suor
Corta a pele
Escorre um arrepio
Entre os lábios...
A noite tem sede!


quarta-feira, 14 de março de 2018

Boletim poético:
Informamos que o paciente após ter tido um ataque súbito de paixão teve um verso safenado no peito e já se encontra respirando sem a ajuda impositiva das projeções pretéritas e futuras muitas vezes provocadas pelo uso obsessivo da conjunção "se" e das idealizações românticas tão comuns em casos agudos como esse. No entanto, a cada minuto, lhes são administradas algumas gotas de realidade e doses significativas de imaginários!

Adeilton Lima

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Duas tetas
Como se fossem pipas
Empinadas...
Sobrevoando
Deslizando
Sobre
A pele da tarde...


Adeilton Lima

domingo, 4 de fevereiro de 2018


Entre rotações
e translações
meu coração celebra
três singelas riquezas:
as estações, os movimentos
e as mudanças...
leis que conduzem o universo...
pois tudo é na transitoriedade
das cores, labores e sentimentos.
até mesmo este pequeno poema
é (já) um passado a inventar futuros...
ah, o tempo... senhor e carrasco dos desejos.

Adeilton Lima

sábado, 27 de janeiro de 2018

Onde tudo
for abismo
(ainda assim)

existirá a possibilidade
do voo! 


Adeilton Lima

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Quando duas peles
se tocam
quando dois corpos se unem
em alinhamentos
de energias, de universos...

transbordam
fluxos de magmas

que migram das profundezas e se cruzam
dentro e fora das artérias

semeando... regando com o suor
e com a saliva...
as almas
os corpos
as manhãs

Adeilton Lima

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Silencia...
Aprende a silenciar
o teu coração.
Quanto mais silencioso
Ele estiver
Mais profunda e sonora
Será a voz da tua alma.
Espalha pelas veias
A luz dos teus ancestrais
E celebra diante dos altares
de todos os deuses
a alegria da existência!
Transmuta os sofrimentos
Através da ciranda universal
E sempre às manhãs
Repete o mantra sagrado
Cantado pelos anjos:
Eu sou o amor! Eu sou o amor! Eu sou o amor!


Adeilton Lima
Há tempos estamos doentes
Ausentes de nós mesmos
Mutilados, castrados
Pênis, clitóris, alma
Há muito fomos trancafiados
Neste calabouço de solidão
Isolados das nossas essências
Inocências e purezas...
Uma natureza corroída
Como uma floresta desmatada
Muito a se replantar
Amor demais para nascer
Pois que a vida urge
Inquieta esmurrando o peito
Novos partos, novos seres
Caminhos outros a percorrer
Tanta vida ainda a se viver!


Adeilton Lima

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Entre
Os paroxismos e os paradoxos
Uma palavra
Parâmetro e síntese
Do todo
E de tudo:

O Amor!

Adeilton Lima