domingo, 8 de setembro de 2019

Como a água
acalma o fogo
o silêncio
acalent'alma.


Adeilton Lima
Cortada ao meio
a língua
contorcia-se
como um animal
abatido, sem defesas
já sem sílabas
já sem ar
sem verso
sem balbucio qualquer
sem pele e poro por lamber
escandida na raiz
abocanhada
a língua agora
seca
sem saliva
invadida
louca
apenas possuída pelo desejo
em seus últimos
segundos...


Adeilton Lima

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Chorar
é deixar
correr
os rios
de dentro...


Adeilton Lima
Barquinho

E mesmo
que a dor
seja forte
(acalma-te!)
deixa que
a ilusão se vá
como um barquinho
de papel
a se desfazer
sobre as águas
sinta a brisa!


Adeilton Lima

sábado, 31 de agosto de 2019

domingo, 28 de julho de 2019

domingo, 9 de junho de 2019

Ritual

Os rostos esculpidos
nas brasas da fogueira
Os rostos esculpidos
nas pedras sob a água
tudo leve
tudo leva
tudo migra
lava incandescente
no poço profundo e cristalino
o encanto e o mistério
Na beleza
do encontro
do fogo
com a água! 


Adeilton Lima

quarta-feira, 5 de junho de 2019

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Quando fizeram o primeiro gol
José nascia
No momento do segundo,
de placa
João crescia
O apito, a buzina, a torcida
a vida que corria
ao final do jogo
em meio aos fogos
alguém jazia...


Adeilton Lima

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Some clouds
Hover above my head
Awaking dreams
It rains a lot in the soul
But the sun is born
Again in my life.

Adeilton Lima
No meio do Cerrado
Oiticicas
cobrem de parangolés
O dorso selvagem
da caatinga!


Adeilton Lima

quarta-feira, 27 de março de 2019

Das Navegações..
.
O coração alheio é ilha desconhecida... Acredita no teu coração, bússola da tua alma, navega sem esperar horizontes e enfrenta o desconhecido sem medo das tempestades. Estar à deriva é nossa condição existencial, veja o planeta em meio ao oceano cósmico... Mas tudo é questão de perspectiva, o sangue jorra, o sol nasce e o movimento acontece, pois assim são os ciclos. 

Adeilton Lima

sábado, 29 de dezembro de 2018

Enquanto Dante estava às portas do inferno
Ulisses enfrentava medusas e sereias
Dom Quixote reinava nos moinhos da loucura
e Joana D'arc queimava na fogueira
Napoleão delirava no Egito
Moisés atravessava o Mar Vermelho
o homem se lançava ao espaço
mergulhando no infinito
uma criança gargalhava

Mas lá fora eram gritos
tempo e espaço num só berço
multidões saíam às ruas

cantando hinos pela liberdade
um amante fazia serenatas
e o poeta uivava para a lua!


Adeilton Lima